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Um desejo de uma participação ativa nas questões sócio-culturais esteve sempre presente, na vida de Cristina Hoyer, desde sua juventude e, até hoje, como Psicanalista, fundadora e coordenadora geral do PROJETO ESPAÇO-VIVO.

Com 39 anos de trabalho nas áreas de Educação e Saúde, fez sua primeira inserção em trabalho voluntário social, em 1971, na Escola Municipal Edna Poncioni Ferreira, localizada na Praça Benedito Cerqueira, no bairro da Lagoa. Propôs-se a oferecer atividades musicais às crianças provenientes das comunidades de baixa renda da região, constituindo os primórdios do Projeto Espaço-Vivo. De 1982 a 1984, trabalhou em espaço cedido pela Escola Municipal Albert Einstein, situada no Condomínio Novo Leblon, Barra da Tijuca, com atividades psicomotoras para atender crianças com dificuldades nesta área. Dez anos depois, em 1994, resgatou seu desejo de desenvolver um Projeto Social, dando a ele o nome de Espaço-Vivo. Em seus quatro primeiros anos de funcionamento, de 1994 a 1998, o Projeto contou somente com a atuação de sua idealizadora e fundadora.

Em março de 1996, a Diretora Adjunta Silvia Bustamante, do CIEP Nação Rubro Negra - Escola Municipal localizada no bairro da Gávea, sabedora do trabalho que estava sendo desenvolvido, solicitou algumas palestras para as professoras da escola. Este ciclo de palestras se desdobrou em atendimentos emergenciais de casos de agressividade, estados depressivos, maus tratos, desinteresse pela leitura e escrita, timidez, assédio, abuso sexual, espancamentos, entre outros. Quando era necessário um acompanhamento continuado, Cristina Hoyer assumia este atendimento gratuito, em seu consultório particular. Durante 10 anos, no período de março 1996 a maio de 2006, o Projeto funcionou, em uma pequena sala deste CIEP medindo 2m x 4,5 m. As condições eram inadequadas: pouca ventilação, sem limpeza, pouca luminosidade e com excesso de barulho. Sem pia no local, todo material utilizado nas oficinas de trabalhos manuais não podia ser devidamente limpo, como também, os trabalhos realizados em cada dia tinham que ser levados pelo profissional para trazê-lo na aula seguinte.

Mesmo assim, um dos principais resultados alcançados, e que muito gratificou toda a equipe, foi à volta à escola de várias crianças que saíram das ruas, adquirindo o início da capacidade para desenvolver um projeto pessoal de vida.

Alguns outros efeitos foram evidentes:

  • Diminuíam sua agressividade;

  • Passaram a cuidar melhor de si e de seus pertences;

  • Passaram a falar de suas angústias e da violência vivenciadas em casa;

  • Apresentaram uma socialização mais adequada.

A partir de 1998, profissionais voluntários começaram a aderir aos fundamentos e à metodologia do Projeto, por reconhecerem a ética, a seriedade e a responsabilidade com que os trabalhos eram conduzidos. E, embora alguns deles não tenham conseguido continuar, o Projeto conta atualmente com uma equipe que vem se mantendo de modo comprometido nos últimos anos e que, além de seus serviços profissionais e seu deslocamento, e em inúmeras ocasiões, doou materiais necessários ao próprio trabalho.

Em 2003, institui-se como ONG ASSOCIAÇÃO CIVIL ESPAÇO-VIVO, mantendo-se fiel ao seu Projeto central PROJETO ESPAÇO-VIVO, que oferece a população infantil, atendimento nas áreas de Pedagogia e Psicologia, e são oferecidos aos seus familiares e responsáveis, esclarecimentos jurídicos e cursos livres voltados para a geração de trabalho e renda.

A partir de 2006, recebeu a oportunidade de se estabelecer em uma casa no bairro do Recreio dos Bandeirantes, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, possibilitando melhor desenvolvimento dos Espaços de Trabalho. Além de manter o atendimento ao público que já possuía, pôde estender sua abrangência às comunidades da Zona Oeste, sendo as principais, Canal das Tachas, (Terreirão), Rio das Pedras, Cidade de Deus, Vargem Grande, Vargem Pequena, Curicica, Jacarepaguá, Campo Grande e Pedra de Guaratiba.

Desde do início de 2009, o projeto mudou de sede e está funcionando numa sala no Recreio dos Bandeirantes.